segunda-feira, 17 de março de 2008

D U N E - ALUCINANDO NO DESERTO


“Meu amor, acho que chegou a hora. Eu vou morrer agora”. Esta foi a singela frase que dirigi à minha namorada no auge daquela bad trip. Estávamos caminhando pelo deserto, no estado de Nevada, sob o sol escaldante do meio-dia, à procura do meu carro. Voltávamos de uma festa rave chamada Dune, onde me empanturrei de um coquetel de drogas que por pouco não transformou meu cérebro em patê.

A rave aconteceu em algum final de semana do verão norte-americano de 1998. Naquela época, eu ganhava a vida entregando comida chinesa em Beverly Hills e minha namorada, Christianne, trabalhava no caixa de um restaurante caribenho do bairro de Santa Monica, Los Angeles, onde morávamos havia pouco mais de um ano. Dividíamos um simpático apartamento de três quartos – que ficava pertinho da praia - com Gustavo, um amigo carioca, e Mandeep, um indiano viciado em música eletrônica que fora criado na Inglaterra. Foi dele a idéia de irmos à festa no deserto.

Eu não era nenhum fã de música eletrônica e nunca havia estado numa rave, mas a idéia de uma festa no meio do deserto, e regada a LSD, seduziu meu espírito inconseqüente que acabara de completar vinte anos de existência sobre a face da Terra. Portanto, no sábado, após um almoço à base de burritos mexicanos, entramos no meu Ford Festiva vermelho (idêntico ao Fiat Uno brasileiro) e caímos na estrada. Eu, Chris, Gustavo, Mandeep e Vanessa, nossa vizinha nativa da Califórnia.

Foram mais de cinco horas de viagem até a fronteira do estado de Nevada. O cenário era deslumbrante e o astral da tripulação o melhor possível. O clima era de aventura e penetramos o deserto ao som de The Doors, numa consciente perseguição do clichê. Com as janelas fechadas, os incontáveis baseados de skunk transformaram o interior do Ford numa sauna enfumaçada. Mal consegui enxergar a placa que anunciava a chegada à reserva indígena onde se consumaria a famigerada rave.

Mas bastou seguirmos o comboio de automóveis que se formou naquele ponto e, em vinte minutos, chegamos ao local do evento. Estacionamos o carro a cerca de um quilômetro da festa e começamos a andar em sua direção. No meio do caminho, uma dupla de malandrecos latinos ofertava a plenos pulmões: “Ácido! Ácido! Quem vaaai?”. E eu fui. Eu e Gustavo. Nós, que estávamos acostumados a pagar trinta reais por um quadradinho de papel de ácido no Rio de Janeiro, topamos a barganha na mesma hora.

Os caras carregavam o LSD puro em pequenos vidros de colírio e cada gota custava três dólares. Bastava colocar a língua para fora e eles pingavam o alucinógeno sobre ela. Tomei uma gota. O Gustavo, duas. O resto do pessoal foi menos ansioso e preferiu esperar. O Mandeep já havia sumido pelo deserto. Ele era enturmado com os organizadores do evento e correu ao encontro dos amigos ravers assim que desceu do carro, prometendo nos encontrar mais tarde.

Quando chegamos ao local exato da rave, finalmente percebi a dimensão do negócio. O lugar era de uma beleza arrasadora e dez mil pessoas de todas as raças e idades quicavam ao som da batida repetitiva do techno. A área tinha mais ou menos o tamanho de um campo de futebol oficial e era circulada por montanhas de areia fina que faziam jus ao nome da festa: Dune (duna). Uma visão do outro mundo. O caos e a esbórnia haviam se instalado sobre a sílica do oeste americano.

Escalamos uma das dunas para obter uma visão mais ampla da folia modernosa e ficamos ali abraçados por um tempo, eu e Chris. Eu tomara o ácido havia quase uma hora mas a onda insistia em não bater. Então ela me disse que queria experimentar ecstasy. Ok. Vamos nessa. Eu já estava mesmo desconfiado da potência do ácido que os latinos haviam me vendido, e decidi acompanhá-la no comprimido branco de Mitsubishi que tinha até a logo da fabricante japonesa impressa em relevo. Compramos as balinhas ali mesmo, por dez dólares cada, das mãos de um conhecido nosso de Los Angeles chamado Oliver, que freqüentava nossa casa esporadicamente para filar cervejas.

Dez minutos depois, Chris estava vomitando sobre a areia. Era uma reação típica de iniciantes do ecstasy. Segurei sua mão enquanto analisava o líquido que ela havia expelido do estômago. O vômito dela se arrastou por entre os pedregulhos feito uma cobra vadia. A consistência e as cores metálicas do fluído me fizeram perceber que a jornada psicodélica havia começado. Pronto, eu estava louco e a sensação era maravilhosa. Nem esperei ela limpar a boca. Agarrei-a pela cintura e lancei-lhe um beijo de língua demorado.

Depois do beijo, fomos procurar o Gustavo, que havia sumido. Avistamos o cara no pico de uma duna vizinha, a poucos metros dali. Estava sozinho, de cócoras e sacudindo a cabeça ao ritmo da música. Chegamos até ele e notei, no instante em que ele se virou para nos saudar, que suas pupilas estavam altamente dilatadas. Era outro insano na noite fria do deserto. Acendemos mais um baseado e nos abraçamos, os três. Lembro de olhar para o Gustavo e dizer: “Eu te amo”. E ele me devolveu a sinceridade com a mesma frase. A Chris, que contemplava a cena com os olhos cheios d’água, não resistiu e entrou no clima: “Eu também amo vocês!”.

Descemos para nos misturar com a multidão e entrar na dança. O ecstasy é uma droga sintética que induz o indivíduo a uma sensação de euforia e bem-estar. Aliado ao trance (transe, em português), um estilo mais suave de música eletrônica, fez a nossa cabeça durante horas. As melodias progressivas e as batidas que emanavam das caixas de som de três metros de altura nos hipnotizaram. A nós e a todos ao nosso redor. Estava tudo lindo, no maior clima de paz e amor. Olhei para as dunas e descobri que as montanhas de areia também estavam dançando. Literalmente.

Uma mulher completamente nua, coberta apenas por um vestido de plástico transparente colado ao corpo, entrou na nossa roda distribuindo flores e cogumelos. Fiquei mirando os bicos dos seios amassados contra o plástico enquanto ela colocava um pequeno cogumelo ressecado na palma da minha mão. Mandei aquele fungo colorido pra dentro sem vacilar. Naquele momento, minha razão vagava por algum planeta distante e nem me dei conta da mistura química explosiva que eu estava fabricando.

Continuei encarando a mulher de plástico, que sorria e desejava paz a todos. Notei quando ela se dirigiu ao Gustavo e, encantada com o fato de sermos brasileiros, perguntou: “Como se diz peace em português?”. Ao que ele respondeu: “Peace in portuguese is foda-se”. E a palerma plastificada saiu dizendo “foda-se” para metade da festa na maior animação.

De repente, senti um corpo desabando sobre meus pés. Era um jovem gringo que se estrebuchava em convulsões. Reparei assustado que sua veia jugular estava roxa, inchada e enrijecida. Alguns segundos se passaram enquanto eu presenciava aquela bizarrice, até que finalmente alguém da organização do evento apareceu e puxou o sujeito para um canto. Aquilo era alguma espécie de overdose, e eu senti o primeiro calafrio.

O segundo veio quando começou a amanhecer. No escuro, não era possível perceber, mas com a luz do dia, reparei que os rostos das pessoas, inclusive o meu, estavam tensos e embranquecidos, cobertos de areia do deserto. Parecia que tínhamos envelhecido trinta anos. Aquela maquiagem natural deu a todos o aspecto de zumbis e a rave, que antes era uma festa cheia de vida, pareceu se transformar num culto misterioso às drogas e à música mecânica. E eu e meus amigos não fazíamos parte daquilo. O medo e a paranóia invadiram meus pensamentos. Começava ali minha primeira (e única) bad trip - a expressão universal designada para sensações físicas e psicológicas cabulosas provocadas pelo uso excessivo de drogas.

Em seguida, fomos caminhar pela areia e esbarramos no corpo do Mandeep, estatelado no solo com um lenço cobrindo seu rosto. Congelei com aquela visão. Concluí que ele estava morto e entrei num processo silencioso de pânico. Percebendo a minha consternação, o Oliver, que estava por perto, aproximou-se e tentou me acalmar. Ele explicou que aquilo era normal e que o Mandeep havia apenas tomado muito G – um líquido salgado, muito popular entre os ravers, e que mais tarde descobrimos tratar-se de uma bomba de hormônios. Segundo Oliver, ele estava "apenas" desmaiado e o lenço sobre o rosto era para proteger contra a luz do sol.

Pra mim, foi a gota d’água. O pessoal também sentiu o clima mórbido que havia se instalado e resolvemos cair fora dali. No caminho até o carro, eu estava num estado de choque que inspirava a preocupação dos amigos. É difícil traduzir em palavras a onda errada em que eu me encontrava. Lembro de apertar com força a mão da minha namorada enquanto marchava pelo deserto num pesadelo acordado que eu acreditava ser a realidade. Ao mesmo tempo, eu devorava uma garrafa de água mineral na tentativa de recuperar os sentidos.

Minha sensibilidade havia aflorado de tal forma que eu realmente acreditei quando a Vanessa me disse: “Não beba tanta água. Você vai acabar se afogando”. Sei que a intenção dela era a melhor possível, mas ao ouvir estas palavras, me joguei no chão da estrada e achei que estava de fato me afogando. Foi então que disse a Christianne que minha hora havia chegado. Senti que a morte estava me vigiando de perto, numa ronda macabra. Mas acho que ela decidiu me dar uma colher de chá, pois consegui me levantar e caminhar até o carro.

Chegamos em casa e eu passei dias me recuperando. Não falava com ninguém e fiquei uma semana sem ir trabalhar, achando que nunca mais voltaria ao normal. A intensidade daquela experiência no deserto me causou um impacto tão profundo que até hoje, dez anos depois, recuso qualquer tipo de substância alucinógena ou droga sintética. Prefiro ficar na cerveja e nos eventuais baseados. Nunca mais fui a uma rave. E nem pretendo. Aliás, alguém deveria criar a rave do funk, movida a James Brown, Matata, Rose Royce, Kool & The Gang, Sly Stone e cia. Ninguém precisaria de ecstasy para dançar até o amanhecer.

Apesar dos horrores descritos acima, não renego os experimentos entorpecidos da minha juventude. Tive incontáveis viagens válidas - inclusive esta bad trip - que contribuíram para um maior conhecimento das minhas questões existenciais e espirituais. Por isso mesmo, recomendo a qualquer pessoa pelo menos uma experiência alucinógena na vida.

Zé McGill


* Encontrei no Youtube um vídeo da festa Dune, de 1999 - um ano após a nossa. Até a mulher de plástico aparece. Confiram: http://www.youtube.com/watch?v=E2C7eK46B-k

7 comentários:

Revista Foda-se disse...

A foto do texto é da edição de 1997 da Dune, uma ano antes da nossa, na Califórnia.
abs

Revista Foda-se disse...

A Revista Foda-se orgulhosamente anuncia que o blog mais legal sobre música negra americana acaba de publicar o texto "Mister Dynamite", sobre o show do James Brown.

Confiram:
http://fhensofunkmusic.blogspot.com

Abs
MCGILL

Unknown disse...

Sly é O cara. Eu tomaria um acido num show dele hehehe!

Revista Foda-se disse...

ABAIXO, COMENTÁRIOS SOBRE O TEXTO, POSTADOS NA COMUNIDADE "LSD", DO ORKUT. CADA * É UM NOVO COMENTÁRIO.


*23 mar (6 dias atrás)
Pirulito
interessante esse depoimento
fiquei curioso sobre oq seria esse tal de "G"
24 mar (5 dias atrás)
To
Poxa, que rave escrota heim.
Essa eu queria ir!!!

*24 mar (5 dias atrás)
Kethamine
eu vi o anuncio dessa rave se não me engano era 1997 ou 98.....estavaa morando ainda no rio de janeiro uns colega meu foram falaram mt bem dela...pena q eu estava em serviço...

*24 mar (5 dias atrás)
Psychedelic
Muito foda esse texto
A parte da mulher empacotada eu ri muito

*24 mar (5 dias atrás)
­Fernando
nossaaaaa.... q historia perfeita !!!
ao mesmo tempo que passa um ar prazeroso devido as trips de LSDe a energia positiva do inicio da rave, tambem passa o horror e a agonia que o cara passou nos momentos finais da sua trip....
apesar de ser uma historinha pequenina, ela acaba contando desde o inicio da trip, o caminho de ida e tals, os momentos em que chegaram na festa, a curtição da musica chegando ao final de horror e panico !
Pra qualquer pessoa, QUALQUER MESMO, essa rave deve ter sido pessima ao final !!!
O ambiente apesar de parecer paradisiáco no inicio, com as dunas, natureza e etc. É evidente que em pouco tempo esse mesmo ambiente ira desgastar voce fisicamente...Devido a troca de temperatura mto alta do local(deserto) e a areia que dificulta muitoooo a respiração após um tempo.
Eu amo raves, essa pra muitos parece ser a melhor rave que pode existir ! pra mim tambem é. Mas iria pensar mto e mto antes de topar participar de uma dessa


é isso...

abraçossss

*24 mar (5 dias atrás)
To
Fernando, as pessoas (muitas delas) usam máscaras lá, e pelo que vi nem toda a parte da rave é areia, tem varios "tablados" pela terra, mas realmente, ficar mais de 24hrs ali deve ser foda, mas eu axo que com um bom carregamento de psicodélicos, água, alimento e barraca da para ficar varios dias, isso sou eu claro, nem todos gostam disso.

*24 mar (5 dias atrás)
Josias loco
hmm
bom texto
nunca tive umas bad dessa e nem pretendo ter
rave no deserto seria legal
mais acho que se nao gosta do som nao tem nem como levar pro lado bom
tem que curtir onde se gosta
ehehehe
e garanto que mtos da comunidade ja tomaram mais coisa que ele em uma festa e nao tiveram bad
mais enfim galera
o que interessa eh a "foda-se" entre todos!

*25 mar (4 dias atrás)
excluir

valeu!
galera, valeu pelos comentarios.
e legal que vcs entenderam que eu nao tenho nada contra nenhuma droga nem raves.
mas realmente aquela bad trip me assustou pracaralho.
o gustavo, meu amigo que estava la, leu o texto e disse que eu esqueci de escrever sobre varios outros momentos de horror. entre eles, ele disse que na volta para casa, paramos em um posto na estrada para eu jogar uma agua na cara e tentar me acalmar. o detalhe eh que tinha um espelho no banheiro do posto e eu nao consegui ver o meu reflexo neste espelho........ bizarro.
ele lembrou tambem, que no meio do deserto, havia um mar de sal. tipo uma lagoa gigant mesmo que nem era miragem...
eh isso.
leiam o novo texto da revista foda-se. deixem seus comentarios no texto da rave se puderem...
http://revistafoda-se.blogspot.com
Abracos!
Ze McGill

*26 mar (3 dias atrás)
Phill
Krak no video aparece até gente enfiando a mão na vagina da mulher plastica...
hausheuaeuaeka
q doidera...

Revista Foda-se disse...

MAIS COMENTÁRIOS DO ORKUT:

*Cidex
onde tem video que eu não vi????

*26 mar (3 dias atrás)
ॐHENRIQUE۞
mto loka a ravezinha!!!
eu topava uma dessas na hora ainda mais com o docinho a balinha bem baratinhos...uhuisfhsiufhs
e os cogus distribuidos de graça!

*26 mar (3 dias atrás)
To
O vídeo ta no fim do texto Cidex.

*26 mar (3 dias atrás)
Cidex
eu clikei la abriu uma foto soh..vo olhar de novo....

*26 mar (3 dias atrás)
Cidex
ahhhh achei huaha valew

*26 mar (3 dias atrás)
Sezaru
LSD ou ecstasy?
Na realidade eu ñ entendi mt bem, vc disse q havia comprado gotas por 3 dólares, tomou e ñ sentiu porra nenhuma, aí vc foi e tomou o ecstasy, sentiu os efeitos, depois comeu o cogumelo, mas foi apenas um cogumelo. A descrição da sua viagem está mt mais p um efeito eufórico, em relação ao ecstasy, do q os efeitos psicodélicos da suposta gota (q parece mais ser falsa) e do cogumelo (q foi uma quantidade ínfima, apenas um). Vc d fato ñ sentiu o LSD? Qual foi o cogumelo q vc ingeriu? Ah, mitsubishi é uma das piores balas q existem, tb já vi neguinho vomitando até as tripas com ela, eu, por exemplo, tive uma puta dor d cabeça no outro dia, péssima.

*26 mar (3 dias atrás)
Pirulito
acho q como algumas pessoas ele nem notou os efeitos
do lsd no inicio mas após ver sua amiga vomitar
e ver o vomito deslizar de forma estranha e tals
ele conseguiu ver q estava louco..
mas nessa hora nao tinha mais oq fazer
pq ele jah havia dropado a bala achando q o acido
era falso

*26 mar (3 dias atrás)
Phill
Pelo uq eu entendi ele começou a sentir o efeito da gota depois q a sua namorada vomito, e de fato na descrição só diz ter comido 1 cogu e po...
acho q msm q a bala seja fraca devido a injestão da gota e o cogu podem ter potencializado né
fora os skunk...

*26 mar (3 dias atrás)
To
Zé, vi seu novo texto, e to baixando o filme aqui, vi o trailer e para ser muito bom!!!
Quando eu assistir venho aqui dizer o que axei.

*26 mar (3 dias atrás)
Josias loco
como disse
mta gente aqui ja tomou bem mais que isso e nao passou mal
ele tava em um lugar que nao gostava do som pelo que percebi
isso ja ajuda um monte
eh mesma coisa a galera que curte eletronico toma uma redonda em um axe
bad na certa!
ehjehehehe

Vitamina
Eu acho maior merda tomar em micaretas, nunca tomei, mas...acho q ñ consigo me imaginar em uma trip assim...talvez em um show de rock...

*26 mar (3 dias atrás)
Bart
"FODA-SE" à todos!
kkkkkk

*27 mar (2 dias atrás)
Serazu, o Pirulito tá certo... foi isso que rolou.
Não sei qual era o tipo do cogumelo, mas na Califórnia é muito comum venderem cogus ressecados. Os caras chamam de "Shrooms" (que vem de mushrooms = cogumelos). E eu já tinha comido antes dessa rave. Basta 1 pra alucinar...

E o tal ácido era LSD puro. Não esses papéis cheios de anfetamina que se encontra por aqui. O Gustavo, que tomou duas gotas e mais nada, disse que foi a onda mais forte que ele já teve... e olha que naquela época a gente tomava tipo 3 ácidos por semana....

Lembrei de outra parada: Alguns dias depois da rave, lemos no jornal que um cara havia morrido na festa. Parece que ele tomou uns "shrooms" e foi caminhar pelo deserto. Se perdeu, não conseguiu achar o caminho de volta e morreu desidratado. Deu a maior merda e quiseram proibir as raves na Califórnia, mas não conseguiram.

abs

*27 mar (2 dias atrás)

comunidade revista foda-se
quem quiser saber das próximas atualizações do blog da Revista Foda-se, entre aqui:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=46908949
abs

*27 mar (2 dias atrás)
Cidex
rapaz esse ano eu ia tomar um ac no carnaval sorte que num consegui pegar ateh la senao ia ser maior bad da minha vida huaahaa
28 mar (1 dia atrás)
Phill
"E o tal ácido era LSD puro. Não esses papéis cheios de anfetamina que se encontra por aqui. "


xiii estava indo tão bem... :S

cabaçou

*28 mar (1 dia atrás)
Sezaru
Zé, LSD em blotter ñ suporta anfetamina. Minhas perguntas foi mais no sentindo d entender a sua trip, pq, ao meu ver, faltaram elementos psicodélicos na sua descrição, ficou mais parecendo uma onda d bala do q d LSD ou d cogu.

*28 mar (1 dia atrás)
Pirulito
acho q a intençao do texto nao foi
descrever a viagem do lsd mas sim
mostrar como era a rave o comportamento
das pessoas lá dentro e como era a venda
de ilicitos naquele tempo.
no meu ver foi um texto mto feliz
pois pessoas como eu q n tiveram a oportunidade
de viver essa epoca ter um pouco de noçao
de como eram as festas eletrronicas em 19~~
e como foi essa festa realizada em outro pais

Unknown disse...

Bons tempos. Lembranças fortes.
Legal ler isso tudo aqui e saber que está sendo compartilhado.
Muito bem escrito por sinal.
Um beijo Zé(sem vomito valeu?).
Chris

Unknown disse...

yep ... sounds like it was wild! well penned!
And yep ...
trippin´is trippin´ ´n´ groovin´ is groovin´ ´n´ livin´is livin´ ´n´ it´s sooooo good to be happy!
gititonup !!!
forever!